O orçamento do conhecimento no Brasil, previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2021, enviada pelo governo ao Congresso Nacional, é o menor desde 2007.

O orçamento do conhecimento é composto pelos repasses às universidades federais, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, CAPES, institutos tecnológicos federais e centros de pesquisa. Desde 2015, quando tiveram início os cortes, as perdas acumuladas somam mais de R$ 80 bilhões.

Mesmo assim, as universidades federais continuaram abrindo suas portas e ampliando o número de matrículas.



A pandemia de COVID-19 deixou evidente como as universidades e centros de pesquisa são fundamentais para o país em momentos de crise. Foram as universidades públicas brasileiras quem fizeram o mapeamento genético do coronavírus no país, produziram testes, respiradores e outros equipamentos que ajudam no combate à doença.

Hoje, quando as vacinas trazem esperança de superação desse difícil momento, são o Instituto Butantan e a FIOCRUZ, dois centros públicos de pesquisas, que irão fornecer as doses de vacina que atenderão a população brasileira.
O Congresso Nacional pode mudar esse quadro e permitir que as universidades cumpram seu papel, para isso defendemos:
1) Recomposição do orçamento das universidades federais, da pesquisa e da ciência;
2) Fim do condicionamento do orçamento das universidades e órgãos de pesquisa à aprovação de créditos suplementares;
3) Pela derrubada dos vetos ao FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) que retiram a proibição dos recursos serem colocados em reserva de contingência.; e
4) Respeito à autonomia universitária.